Magia Draconiana IV: Partindo em Busca dos Dragões

Nos três artigos anteriores foi possível compartilhar um pouco do conhecimento básico e teórico a respeito do Mundo dos Dragões. Falamos sobre aquilo que eles são, aquilo que eles não são, viajamos juntos encontrando sua presença nas mais diversas culturas espalhadas pela humanidade e juntos pudemos decifrar um pouco desse tema tão mágico – para alguns, até mesmo enigmático.

Tratar de um assunto tão sério quanto a Magia Draconiana pede necessariamente bom senso, cuidado, e saber até se onde pode ir, para que o desenrolar da construção dos conceitos seja concreto, profundo e cheio de significado. Exatamente por esses motivos,  aqui é proposto um convite irresistível aqueles que estão lendo essas palavras:

VAMOS PARTIR EM BUSCA DOS DRAGÕES?

Você realmente quer conhecer esses seres, se aprofundar em seu significado? Se sua vontade for legítima e não for passível de interesses puramente especulativos ou manipuladores, com certeza você conseguirá! Afinal, como já vimos, a Natureza Draconiana está diretamente ligada ao espírito da retidão de caráter, concretude do ser, proteção da Natureza e daquilo mais que necessita, assim como respeito por tudo aquilo que se conhece – e principalmente, por aquilo que se desconhece.

Os Dragões, naturalmente, não são nossos amigos, nem nossos inimigos. Poderão vir a ser, de acordo com nossas atitudes e o tipo de contato que viermos a travar com eles. E estão enganados aqueles que pensam que só contataremos Dragões através de ritos magistrais e ocultos: o encontraremos todo o tempo, seja na cultura, na literatura, também na magia e pasmem: muitas vezes convivendo conosco em nosso dia a dia, sem que nós percebamos.

Para que essa busca seja possível, lançamos alguns questionamentos que poderão servir de norte para aqueles que realmente desejam trilhar essa senda, que com base naquilo que já fora aqui exposto, deverão ser respondidos intimamente por cada leitor:

– Afinal, o que é um Dragão?

– Posso eu manipular um Dragão ao bel prazer e favor próprio?

– Dragões são somente seres astrais e/ou metafísicos ou também personificam determinados conceitos, fundamentos, energias e forças da Terra e do Universo?

– Dragões podem ser elementais? Talvez guardiões? Espíritos que vivem somente no “Outro Mundo” ? Deuses… ?

– Dragões estão passíveis da curta visão maniqueísta do mundo, isto é, podem ser considerados “bons” ou “ruins” ?

– É possível tomar o Dragão como símbolo arquetípico para a personalidade de determinados seres humanos?

– Por que realmente quero ao sair EM BUSCA DOS DRAGÕES?

Essas e outras perguntas certamente serão respondidas por aqueles que do fundo da alma tiverem o ímpeto de buscarem os Dragões como uma forma de melhor compreendê-los, assim como seu significado, sem quererem auto glorificação ou se utilizarem de seus “poderes” para fins que sejam meramente vis. A jornada é longa. As respostas não estão em livros, nem em artigos, mas em cada passo sincero que for dado dentro dessa esplêndida caminhada.

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4 Discussions on
“Magia Draconiana IV: Partindo em Busca dos Dragões”
  • Olá Luís, gostaria de saber a respeito de livros sobre a Magia Draconiana, suas deidades afins e o que for interessante sobre o assunto. Obrigado !

    • Pedro,

      Indico o livro (em inglês) da D.J. Conway. Não há muito sobre Dragões publicado sobre em qualquer lugar que se tenha largo e facilitado acesso. O ideal é buscar o maior número de referências possíveis e ir buscando-os concomitantemente, construindo uma relação mágica saudável.

  • vou deixar aqui a resposta porque pessoalmente penso melhor escrevendo também posso ocasionalmente por as palavras que expressam o que certas pessoas sentem, afinal ler ou ouvir algo que expressava perfeitamente o que eu sentia aconteceu tantas vezes comigo que é uma pena que pessoas insistem que não se devem misturar assuntos (realidade com filme, jogos, livros…)

    também aceito posicionamentos tanto de discordância quanto de concordância, diferentes pontos de vista e pontos comuns são importantes para abrir a visão e a mente e construir uma sabedoria sólida.

    – Afinal, o que é um Dragão?
    força, honra, paciência, disciplina, sabedoria, inteligencia, amante, guerreiro, guardião, protetor… em verdade nem ao menos é possível defini-los exatamente com palavras e pensamentos humanos

    – Posso eu manipular um Dragão ao bel prazer e favor próprio?
    essa pergunta é tão absurda que sequer merece resposta

    – Dragões são somente seres astrais e/ou metafísicos ou também personificam determinados conceitos, fundamentos, energias e forças da Terra e do Universo?
    ambas se bem que é até mesmo mais utilizado como personificações para analogias do que como criatura existencial propriamente dita

    – Dragões podem ser elementais? Talvez guardiões? Espíritos que vivem somente no “Outro Mundo” ? Deuses… ?
    claro… o que impediria? uma de suas naturais representações é como guardião. outro mundo de quantos? Deus é uma concepção humana.. deus é mais um nível de poder do que uma entidade em si.

    – Dragões estão passíveis da curta visão maniqueísta do mundo, isto é, podem ser considerados “bons” ou “ruins” ?
    prefiro me abster desta… ainda não consegui designar estes atributos nem para mim mesmo… torno a dizer que bom e mal são ideias humanas e não existem na natureza. existe o que é ou não necessário de ser feito.

    – É possível tomar o Dragão como símbolo arquetípico para a personalidade de determinados seres humanos?
    isso é tão possível quanto comum… seja qual a personificação simbólica sempre poderá ser arquétipo de humanos principalmente por que de começo tais personificações foram feitas por humanos.

    – Por que realmente quero ao sair EM BUSCA DOS DRAGÕES?
    Varias vezes me deparei com essa pergunta e nunca soube responder…. minha melhor resposta é uma analogia: “qual o motivo pelo qual o metal busca pelo imã?” talvez as buscas mais puras não sejam passíveis de explicar em palavras, assim como dizem alguns evangélicos… “não tem como explicar, você precisa sentir.”

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